Caracterização geral dos atores consultados

 

Equipe pedagógica

Funcionários

Pais, mães e responsáveis

Alunos


            Os dados relativos aos questionários aplicados aos atores, exceto as crianças da educação infantil consultadas mediante outros instrumentos descritos anteriormente, foram tabulados por meio do programa estatístico SPSS, que possibilita obter resultados gerais e por segmentos e, ainda, cruzamentos de variáveis internas que permitem estabelecer diversas relações e comparações. A seguir, apresentamos o perfil dos atores consultados utilizando a aplicação de questionários, ou seja, todos exceto as crianças de 5 e 6 anos da educação infantil.  

            O perfil é apresentado com base num recorte de raça/cor, gênero, escolarização, faixa etária e município. Após a apresentação de dados  gerais, serão descritos os perfis de cada ator: equipe pedagógica (que inclui professores, diretores, bem como coordenadores pedagógicos), funcionários, pais, mães ou responsáveis, e alunos (incluindo alunos da 4 a e da 8 a séries).  

            É importante frisar que os dados relativos ao quesito raça/cor foram obtidos com base em autoclassificação, mediante a apresentação de um cartão com as alternativas utilizadas pelo IBGE e deixando aberta a possibilidade de outras respostas, de modo que pudesse captar a auto-imagem que sobretudo as crianças têm. Para efeito das tabelas da presente consulta, as autoclassifi-cações “negro” e “moreno” foram agrupadas às categorias “preto” e “pardo”, respectivamente.  

            Como a consulta apresentou um cartão com a alternativa “outros”, diferente da abordagem do IBGE, os dados da presente consulta não serão comparáveis às pesquisas que utilizam o procedimento desse instituto. O debate em torno dos critérios usados pelo IBGE e da melhor maneira de proceder é complexo. No entanto, é importante frisar que a informação sobre cor é o primeiro passo para políticas de promoção da igualdade racial. 

            No âmbito dessa consulta, com relação ao quesito raça/cor, há, entre a equipe pedagógica, maior número de profissionais que se classificam como brancos; no entanto, regionalmente, as diferenças são bastante marcantes. Se, na média, 40% dos profissionais se classificam como brancos, em São Paulo esse número é de 68%, enquanto em Salvador é de 10% e em Belo Horizonte, 38%. Esse dado é inversamente proporcional ao número de profissionais que se classificaram como pretos e pardos, que, na média, é de 56%, sendo 32% em São Paulo, 80% em Salvador e 61% em Belo Horizonte.  

            Entre os alunos, a maior porcentagem se autoclassifica como pretos, em Salvador (47%). Nas cidades de São Paulo e de Belo Horizonte, a autoclassificação como pardo lidera, com 47% e 46%, respectivamente. Em São Paulo, a autoclassificação dos alunos como brancos chega a 30%, pouco mais que o dobro em relação a Belo Horizonte (14%) e três vezes maior do que se revela em Salvador (8%). 

            Quanto ao quesito “gênero”, do total de alunos entrevistados 51% são homens e 49%, mulheres, com distribuição eqüitativa entre eles. Isso difere do que se constata entre profissionais da equipe pedagógica, funcionários e pais/mães, verificando-se forte feminização dos papéis – pouco mais de 80% desses atores eram mulheres.

Veja também:

Concepção

Metodologia

Universo consultado

Principais achados

Tabelas e gráficos

Instrumentos da pesquisa

Escolas consultadas

Recomendações

Perspectivas e desafios